Em 2014, um cara chamado James Howells jogou fora um HD antigo durante uma faxina. Nada de mais, né? Só que nesse HD estavam guardadas as chaves privadas de 7.500 Bitcoins. No valor de hoje, estamos falando de mais de R$ 3,5 bilhões no lixo. Literalmente.
E não, essa história não é inventada. Foi amplamente documentada pela BBC, CNN e outros veículos internacionais. James ainda hoje tenta convencer a prefeitura de Newport, no País de Gales, a deixá-lo escavar o aterro sanitário.
Outro caso famoso é o de Stefan Thomas, programador do Bitcoin que perdeu acesso a mais de 7.000 BTC (cerca de R$ 3,3 bilhões) porque esqueceu a senha do dispositivo IronKey que guardava suas chaves privadas.
Ele tem apenas 10 tentativas para acertar a senha – e já gastou 8. Essa história foi reportada pelo New York Times e vários outros veículos.
Se você investe em criptomoedas e ainda não usa uma hardware wallet, preste muita atenção nesse texto.
Pode ser a diferença entre construir patrimônio ou entrar para essas estatísticas de prejuízo.
Moonshots Underblock
A MAIORIA DAS PRÓXIMAS CRIPTOMOEDAS DE 10.000% AINDA NÃO ESTÁ NAS GRANDES CORRETORAS24 de Fevereiro às 19h
Ganhos projetados de até 10x nos próximos 12 meses em algumas moedas
Quero Saber MaisA Blockchain é Segura, Você Não
Quero colocar todo mundo na mesma página antes de começar.
A blockchain é praticamente inviolável. É um sistema brilhante de registro que quase não apresenta falhas. Mas tem um detalhe que muita gente esquece:
O elo mais fraco não é a blockchain. É você.
Para entender isso de forma simples: as suas criptomoedas nunca saem da blockchain.
Não existe Bitcoin “dentro” da sua wallet. O que você tem são as chaves privadas que provam que aquele Bitcoin é seu.
É como se a blockchain fosse um estacionamento gigante com milhares de carros. Todos podem ver os carros (as transações são públicas), mas só quem tem a chave certa consegue abrir e dirigir um carro específico.
Perder sua chave privada é como perder a única chave do seu carro sem ter cópia. O carro continua lá, você pode até vê-lo pela janela, mas nunca mais vai conseguir usá-lo.
É por isso que eu falo que esse dispositivo deveria se chamar “chaveiro” e não “carteira” – porque é isso que ele faz: guarda suas chaves com segurança máxima.
O Problema Com Seu Celular (E Corretoras)
Hoje em dia, a maioria das pessoas guarda cripto de dois jeitos:
- Em corretoras (como Binance, Coinbase, etc.)
- Em wallets de software no celular ou computador
Ambas têm suas vantagens, mas também apresentam riscos que você precisa conhecer.
As corretoras oferecem uma experiência amigável e são ótimas para quem está começando ou não tem valores muito altos investidos. Elas evoluíram muito nos últimos anos em termos de segurança e transparência.
Porém, ainda existe o famoso risco de custódia. “Not your keys, not your coins” continua sendo uma verdade fundamental. Casos como o da FTX e Mt. Gox nos ensinaram lições valiosas sobre confiar 100% em terceiros.
Por outro lado, as wallets de software (aplicativos no celular ou extensões do navegador) te dão controle das suas chaves, mas são vulneráveis por estarem conectadas à internet:
- Se seu celular for roubado, suas criptos podem ir junto
- Se pegar um malware, hackers podem acessar suas chaves
- Se seu aparelho quebrar e você não tiver backup, acabou
Em 2019, a empresa Chainalysis revelou que aproximadamente 3,7 milhões de BTC foram perdidos para sempre, muitos por problemas de acesso ou perda de chaves.
Esse número representa quase 20% de todos os Bitcoins que serão minerados (21 milhões).
Hardware wallets oferecem o melhor dos dois mundos: o controle total das suas chaves privadas como uma wallet de software, mas com segurança muito superior por mantê-las permanentemente offline em um chip seguro.
Mesmo quando você conecta no computador para fazer uma transação, sua chave privada nunca sai do dispositivo.
Para quem tem valores significativos ou planeja investir a longo prazo, hardware wallets representam a melhor solução de segurança disponível hoje.
Por Que Escolhi a Ledger Nano X
Testei praticamente todas as principais hardware wallets do mercado nos últimos anos.
Usei a Trezor, a Ledger Nano S e outras opções menos conhecidas.
A Ledger Nano X se destacou por um motivo principal: conectividade Bluetooth.
Isso parece um detalhe pequeno, mas muda completamente a experiência. Vou explicar:
Antes, toda vez que eu queria fazer qualquer operação com minhas criptos, precisava:
- Estar com meu computador
- Conectar a wallet fisicamente com cabo
- Abrir o programa específico
- Fazer a transação
Com a Nano X, consigo fazer tudo pelo celular, em qualquer lugar.
Estou no aeroporto e preciso enviar uma transação urgente? Sem problema. No restaurante e surge uma oportunidade de compra? Resolvido em segundos.
A preocupação óbvia seria: “O Bluetooth não deixa mais vulnerável?”
A engenharia da Ledger é esperta: mesmo usando Bluetooth, suas chaves privadas nunca saem do dispositivo. O app só se comunica com o dispositivo, que processa tudo internamente.
Além disso, a Nano X tem:
- Bateria interna (a Nano S precisa estar conectada para ligar)
- Tela maior para verificar endereços mais facilmente
- Suporte a mais de 100 criptomoedas simultaneamente (vs. 3-5 na Nano S)
- Chip de segurança certificado (o mesmo tipo usado em passaportes e cartões bancários)
Qual Modelo Escolher Em 2025
Se você está decidido a comprar uma hardware wallet, vamos ao que interessa: qual escolher.
Para iniciantes com pouco dinheiro investido: Ledger Nano S Plus (R$ 849) – Boa segurança, sem Bluetooth, mas cumpre o básico.
Para quem leva a sério e quer mobilidade: Ledger Nano X (R$ 1499) – Conectividade Bluetooth, bateria interna, melhor experiência geral.
Para os malucos por tecnologia: Ledger Stax (R$ 4400) – Tela touchscreen e-ink, carregamento sem fio, NFC e máxima versatilidade.
A Trezor também tem excelentes modelos que merecem sua atenção.
A Trezor One (R$ 519) é uma das opções mais acessíveis do mercado com excelente custo-benefício. Seu ponto forte é o software de código aberto, que permite auditoria completa por especialistas em segurança.
Por outro lado, tem algumas limitações de compatibilidade com tokens populares como Ripple (XRP) e até recentemente com Solana.
Para quem quer algo mais avançado da Trezor, o Trezor Safe 3 (R$ 849) traz uma tela touchscreen que facilita a navegação, além de suporte a mais criptomoedas.
Já o Trezor Model T (R$ 1397) traz uma tela colorida touchscreen que facilita muito a navegação, além de suporte a mais criptomoedas que o modelo básico. Ele é comparável à Ledger Nano X em termos de versatilidade, mas sem o Bluetooth.
Pessoalmente, acabo preferindo a Ledger pela compatibilidade mais ampla com diferentes moedas, especialmente Solana, e pela experiência de usuário mais fluida. Mas essa é uma preferência pessoal – ambas as marcas oferecem dispositivos extremamente seguros.
Se você quiser uma comparação aprofundada entre as duas marcas, temos um vídeo específico no canal da Underblock explorando os prós e contras de cada uma:
Na minha visão, a Ledger Nano X é o melhor custo-benefício para a maioria dos investidores. A diferença de R$ 650 entre a Nano S Plus e a Nano X vale muito a pena pela mobilidade e conveniência que o Bluetooth traz.
Pense assim: quando estamos protegendo ativos que podem valer dezenas ou centenas de milhares de reais, R$ 650 é um investimento pequeno para a melhor proteção e experiência possível.
Quanto Vale Sua Tranquilidade?
Uma pergunta que sempre faço para os membros do UnderClub é: quanto você acha que vale dormir tranquilo?
Porque no fim das contas, é disso que estamos falando.
Investir em cripto sem uma hardware wallet é como dirigir sem cinto de segurança. Pode ser que você nunca sofra um acidente. Pode ser que você seja um motorista excelente. Mas o dia que acontecer algo, o estrago será irreversível.
É claro, sempre lembrando que a decisão de comprar uma hardware wallet depende do valor que você tem investido.
Como regra geral, eu costumo dizer que se você tem a partir de R$ 10.000 em criptomoedas, uma hardware wallet é praticamente obrigatória.
Abaixo disso, cabe a você avaliar os riscos e decidir se o custo compensa a tranquilidade adicional.
Uma pesquisa da Cybersecurity Ventures estimou que ataques de criptomoedas aumentaram 516% desde 2020, com perdas globais ultrapassando US$14 bilhões em 2022. Esse número só cresce a cada ano.
A verdade é que o mercado cripto é um alvo cada vez mais atraente para hackers, e a sofisticação dos ataques aumenta exponencialmente. Não é questão de “se” você será visado, mas “quando”.
Hardware wallets não são gastos, são investimentos. E provavelmente o investimento com melhor ROI que você fará em toda sua jornada em cripto – porque protegem tudo mais que você conquistar.
Radar de Mercado
ETH/BTC atinge mínima de 5 anos
Pela primeira vez na história, o Ethereum está tendo desempenho inferior ao Bitcoin nos 12 meses após um halving.
A proporção ETH/BTC caiu para uma mínima de cinco anos de 0,02193, com o Ether perdendo 39% em relação ao Bitcoin este ano.
Isso significa que, no valor atual, 1 ETH equivale a apenas 0,02191 BTC – o menor valor desde maio de 2020, quando o Bitcoin estava abaixo de $10.000.
O que isso significa para você? Se você tem um portfólio diversificado entre BTC e ETH, talvez seja hora de revisitar sua alocação.
O Bitcoin está mostrando força como reserva de valor, enquanto o Ethereum enfrenta mais competição no setor de smart contracts.
No UnderClub, temos discutido bastante esse rebalanceamento com nossos membros.
Bitcoin fechou o trimestre negativo pela primeira vez em 3 anos
Em entrevista à CNBC Brasil esta semana, comentei sobre o desempenho do Bitcoin neste primeiro trimestre, que pode fechar negativo pela primeira vez desde 2022.
O saldo foi puxado principalmente por fevereiro, que destoou bastante da média dos últimos anos.
Analisando o cenário, vemos uma clara relação entre o preço do Bitcoin e as incertezas da guerra comercial nos EUA. O mercado tem reagido fortemente às falas de Trump e à política econômica americana.
Com o “Liberation Day” marcado para 2 de abril, muitos investidores estão em modo de espera, reduzindo sua exposição a risco.
O que isso significa para você? É crucial separar o curto prazo (alguns meses) do longo prazo.
A decisão do Fed de pausar cortes de juros impactou negativamente ativos de risco, incluindo Bitcoin e até mesmo a Nasdaq.
Porém, olhando desde 2022, a tendência é clara: quando a inflação sobe, os juros sobem, e quando a inflação é controlada, os juros caem – isso explica boa parte do movimento do Bitcoin. A médio e longo prazo, a visão para o ativo continua positiva.
CEO da BlackRock alerta sobre dólar perdendo status para o Bitcoin
Larry Fink, CEO da BlackRock (maior gestora de ativos do mundo), fez uma declaração que pode ser considerada bombástica esta semana: o dólar está em risco de perder seu status de moeda de reserva mundial para o Bitcoin.
Esta afirmação vem do mesmo executivo que, há apenas três anos, demonstrava ceticismo em relação às criptomoedas. A BlackRock hoje é a maior detentora de ETFs de Bitcoin do mundo, com mais de $17 bilhões sob gestão apenas nesse produto.
O que isso significa para você? Quando o CEO da maior gestora do planeta, responsável por mais de $10 trilhões em ativos, faz uma declaração dessas, não é especulação – é uma tendência que ele está observando nos bastidores.
Para investidores de longo prazo, isso sinaliza que estamos apenas no início da adoção institucional de Bitcoin como reserva de valor global.
FTX começará a pagar US$ 11,4 bilhões a credores em maio
Quase três anos depois do colapso que abalou o mercado, a FTX finalmente começa a devolver o dinheiro.
Os pagamentos aos principais credores começarão em 30 de maio, com US$ 11,4 bilhões para distribuir.
O processo foi demorado em parte pela quantidade absurda de reivindicações fraudulentas que precisaram ser analisadas.
O que isso significa para você? É a prova definitiva de que deixar grandes valores em corretoras é arriscado.
Muitos credores esperavam receber seus criptoativos de volta, mas receberão dólares – enquanto isso, o Bitcoin quadruplicou de valor desde a falência.
A lição é clara: use corretoras para comprar, mas transfira para sua wallet depois.
25 milhões de brasileiros investem em criptomoedas
Uma pesquisa recente do Datafolha revelou que 25 milhões de brasileiros já investiram em cripto – 16% da população adulta.
Isso coloca as criptomoedas entre os cinco investimentos mais populares do país, superando ações, dólar e títulos públicos.
O dado mais preocupante? Dos 25 milhões, apenas 3 milhões praticam autocustódia em carteiras digitais. A maioria (14 milhões) mantém em bancos, e 8 milhões usam exchanges.
O que isso significa para você? O Brasil é o sétimo maior mercado de cripto do mundo, o que é incrível.
Mas o baixo uso de autocustódia (12%) mostra que a maioria dos brasileiros está correndo riscos desnecessários. Se você está lendo isso e já usa uma hardware wallet, parabéns – você está à frente de 88% dos investidores brasileiros.
Não quero estar fora deste mercado. E você?
Minha certeza neste momento é cristalina: não quero estar fora do mercado de criptomoedas.
Todas as semanas, compartilho minhas análises e movimentações estratégicas com os membros do Underclub, meu grupo fechado de investidores.
Estamos vivendo um momento decisivo – aquele em que precisamos sentar sobre nossas mãos e tomar decisões estratégicas cuidadosas para nossas carteiras.
O que mais me empolga ainda está por vir ao longo de 2025, e temos três quartos do ano pela frente. Ainda tem muito jogo para rolar.
Se você ainda não faz parte do Underclub e quer saber como ter acesso às análises exclusivas que compartilho apenas com esse grupo seleto, clica aqui no botão abaixo.
Posso explicar em detalhes como você pode se juntar a nós e se preparar adequadamente para os próximos movimentos deste mercado.
O momento de agir é agora.
As oportunidades não esperam, mas as decisões precipitadas também podem custar caro demais.
Ter o direcionamento correto pode fazer toda a diferença entre apenas sobreviver ou realmente prosperar neste ciclo de mercado.
Nos vemos nas próximas edições!
Forte abraço,
Vinícius Bazan